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Dia Nacional da Luta Antimanicomial

A luta nacional da Psicologia é por uma sociedade sem manicômios, verdadeiras prisões para portadores de sofrimento mental, violadoras dos Direitos Humanos, instituições desoladoras, que só agravam os problemas, indefinidamente.

A Reforma Psiquiátrica deseja a interação cotidiana entre a loucura e a sociedade, demonstrando que a cidadania é um direito de todos.

Fontes: RedePsi e Ciência e Saúde Coletiva

O dia 18 de maio foi instituído há 21 anos como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Numa sociedade que tende a excluir os diferentes, foi necessário criar um dia para lembrar especialmente os que se encontram em sofrimento psíquico, e para lutar pela inclusão social das pessoas consideradas portadoras de transtorno mental severo.
Não se trata apenas de um ato humanitário e solidário, pois todos são beneficiados com uma sociedade que inclua os diferentes. A internação psiquiátrica prolongada só tende a cronificar uma crise passageira, a estigmatizar e a excluir do convívio social pessoas que têm um potencial para criar, produzir e se realizar na vida e que buscam a felicidade.
Segundo as políticas públicas brasileira, bem como a opinião de especialistas, o sofrimento psíquico deve ser assistido em serviços de saúde que não excluam as pessoas do convívio social, como as Unidades Básicas de Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Convivência. Apenas excepcionalmente e por pouco tempo, em casos de crise severa, as pessoas devem ser internadas em hospitais gerais onde são atendidos os que sofrem de qualquer tipo de enfermidade.
O Dia da Luta Antimanicomial defende o fechamento dos manicômios, a ampliação e fortalecimento dos serviços públicos locais que atendem as pessoas com sofrimento psíquico e suas famílias, inclusão social dos que padecem de transtornos mentais severos, enfim, por condições de vida que favoreçam a saúde mental de todos.
EM MANAUS
A Reforma Psiquiátrica foi desenvolvida com o objetivo de superar o modelo clássico de tratamento à pessoa portadora de transtorno mental, que tem como foco a doença, passando a um olhar que prima pela desinstitucionalização e pelo cuidado no espaço comunitário, considerando as condições concretas de vida dessas pessoas e tendo como enfoque os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. Tal conceito é a diretriz que embasa a Lei Federal de Saúde Mental nº 10.216/2001 que reorienta o modelo assistencial, passando do espaço hospitalar/asilar para o espaço comunitário, potencializando o atendimento em rede social.
O Ministério da Saúde aponta para uma prevalência de 12% da população brasileira com algum tipo de transtorno mental. Transpondo esse dado para a cidade de Manaus, com 1,71 milhões de habitantes (IBGE, 2008), estima-se que um pouco mais de 200.000 pessoas na cidade apresentam algum tipo de transtorno. Observa-se, entretanto, que a rede de atendimento em saúde mental na cidade de Manaus, proposta pelas políticas públicas, não oferece atenção a nem 1% das pessoas que necessitam de algum tipo de cuidado. Revela-se assim um quadro de carência no que diz respeito ao tratamento a grande parte da população manauense portadora de transtorno mental, tornando-se de fundamental importância à saúde pública aprofundar questões relacionadas à assistência e às práticas profissionais, devendo também a psicologia se apropriar dessa discussão.
Dessa forma, no dia 17 de maio, às 17 horas, no Parque dos Bilhares, em lembrança ao Dia da Luta Antimanicomial, usuários, familiares, profissionais da área, associações e ONG´s realizarão um evento (com apresentação de trabalhos, artesanatos, desenhos, coral, poemas, textos de instituições que trabalham na causa, bem como dos usuários do serviços), para mobilizar a comunidade manauara quanto a necessidade urgente de se pensar a saúde mental no município seguindo os preceitos orientados pelo Ministério da Saúde e as políticas públicas.
POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMICOS.

Luta Antimanicomial

O dia 18 de maio foi instituído há 21 anos como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Numa sociedade que tende a excluir os diferentes, foi necessário criar um dia para lembrar especialmente os que se encontram em sofrimento psíquico, e para lutar pela inclusão social das pessoas consideradas portadoras de transtorno mental severo.

Não se trata apenas de um ato humanitário e solidário, pois todos são beneficiados com uma sociedade que inclua os diferentes. A internação psiquiátrica prolongada só tende a cronificar uma crise passageira, a estigmatizar e a excluir do convívio social pessoas que têm um potencial para criar, produzir e se realizar na vida e que buscam a felicidade.

Segundo as políticas públicas brasileira, bem como a opinião de especialistas, o sofrimento psíquico deve ser assistido em serviços de saúde que não excluam as pessoas do convívio social, como as Unidades Básicas de Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Convivência. Apenas excepcionalmente e por pouco tempo, em casos de crise severa, as pessoas devem ser internadas em hospitais gerais onde são atendidos os que sofrem de qualquer tipo de enfermidade.

O Dia da Luta Antimanicomial defende o fechamento dos manicômios, a ampliação e fortalecimento dos serviços públicos locais que atendem as pessoas com sofrimento psíquico e suas famílias, inclusão social dos que padecem de transtornos mentais severos, enfim, por condições de vida que favoreçam a saúde mental de todos.

Em Manaus

A Reforma Psiquiátrica foi desenvolvida com o objetivo de superar o modelo clássico de tratamento à pessoa portadora de transtorno mental, que tem como foco a doença, passando a um olhar que prima pela desinstitucionalização e pelo cuidado no espaço comunitário, considerando as condições concretas de vida dessas pessoas e tendo como enfoque os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. Tal conceito é a diretriz que embasa a Lei Federal de Saúde Mental nº 10.216/2001 que reorienta o modelo assistencial, passando do espaço hospitalar/asilar para o espaço comunitário, potencializando o atendimento em rede social.

O Ministério da Saúde aponta para uma prevalência de 12% da população brasileira com algum tipo de transtorno mental. Transpondo esse dado para a cidade de Manaus, com 1,71 milhões de habitantes (IBGE, 2008), estima-se que um pouco mais de 200.000 pessoas na cidade apresentam algum tipo de transtorno. Observa-se, entretanto, que a rede de atendimento em saúde mental na cidade de Manaus, proposta pelas políticas públicas, não oferece atenção a nem 1% das pessoas que necessitam de algum tipo de cuidado. Revela-se assim um quadro de carência no que diz respeito ao tratamento a grande parte da população manauense portadora de transtorno mental, tornando-se de fundamental importância à saúde pública aprofundar questões relacionadas à assistência e às práticas profissionais, devendo também a psicologia se apropriar dessa discussão.

Mapa de saúde mental no Brasil

Dessa forma, no dia 17 de maio, às 17 horas, no Parque Ponte dos Bilhares, em lembrança ao Dia da Luta Antimanicomial, usuários, familiares, profissionais da área, associações e ONG´s como o ISAT – Instituto Silvério de Almeida Tundis – realizarão um evento (com apresentação de trabalhos, artesanatos, desenhos, coral, poemas, textos de instituições que trabalham na causa, bem como dos usuários do serviços) para mobilizar a comunidade manauara quanto a necessidade urgente de se pensar a saúde mental no município seguindo os preceitos orientados pelo Ministério da Saúde e as políticas públicas.

É importante que participemos de eventos assim, uma vez que o quadro de saúde mental do nosso estado é bastante deficiente (o mais crítico do país) e para se familiarem com a situação e dar apoio para o avanço do quadro de saúde mental no nosso estado.

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