CAPsi UFAM

Centro Acadêmico de Psicologia

Arquivo para a tag “Manaus”

Primeira Conferência Municipal de Saúde Mental Intersetorial

A Etapa Municipal da Conferência de Saúde Mental vai analisar a situação da assistência de saúde mental em Manaus, elaborar propostas para o município e eleger delegados representantes para a Etapa Estadual da Conferência Nacional.

O Tema Central da Conferência será “Saúde Mental: direito e compromisso de todos – consolidar avanços e enfrentar desafios”. A temática será discutida de 27 a 29 de abril de 2010, no auditório da SEMED, avenida Recife, n 2549. A realização do evento baseia-se na necessidade de atualizar o debate sobre a Saúde Mental com os diversos setores da sociedade e no atual cenário da Reforma Psiquiátrica, que indica novos desafios para a melhoria do cuidado em saúde mental no território, sendo fundamental o desenvolvimento de ações intersetoriais.

A Conferência terá três eixos temáticos: I – Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais; II – Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais e III – Direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial.

INFORMAÇÕES

Conselho Municipal de Saúde – 3214-7720

Coordenação Municipal de Saúde Mental – 3236-8179

OBJETIVOS

1. Promover debate Intersetorial sobre a saúde mental com os diversos setores da sociedade no atual cenário da Reforma Psiquiátrica;

2. Analisar a situação municipal sobre saúde mental, indicando novos desafios para a melhoria do cuidado em saúde mental no município;

3. Promover o desenvolvimento de ações intersetoriais, com ênfase nos direitos humanos, assistência social, educação, cultura, justiça, trabalho, esporte, etc;

4. Sistematizar propostas dos usuários, trabalhadores de saúde e gestores a serem encaminhadas às Conferências Estadual e Nacional;

5. Eleger delegados à etapa estadual.

PÚBLICO-ALVO

Representantes de movimentos sociais, entidades de classe, acadêmicas e de pesquisa; organizações não governamentais; poder publico estadual e municipal; populações e comunidades tradicionais, totalizando 300 participantes.

PROGRAMAÇÃO

Dia 27 de abril de 2010

Local: Auditório SEMED

16h às 17h – Entrega do material e Escolha dos Grupos Temáticos

17h às 18h – Aprovação do Regulamento Interno

18h às 18h30 – Mesa de Abertura

18h30 às 19h30 – Mesa Redonda Eixo 01: Saúde Mental e Políticas do Município: Pactuar Caminhos Intersetoriais

19h30 às 20h30 – Apresentação Cultural e Coquetel

Dia 28 de abril de 2010

Local: Auditório SEMED

8h às 9h – Mesa Redonda Eixo 02: Consolidando a Rede de Atenção Psicossocial e Fortalecendo os Movimentos Sociais

9h às 10h – Mesa Redonda Eixo 03: Direitos Humanos e Cidadania como Desafio Ético e Intersetorial

Local: Auditório SEMED (grupo 1) e Ocas do Centro de Formação do Magistério (demais grupos)

10h às 10h15 – Coffe break

10h15 às 12h – Atividade dos Grupos Temáticos e propostas

12h às 13h – Almoço

13h às 16h – Atividade dos Grupos Temáticos e propostas

16h às 16h15 – Coffe break

16h15 às 18h – Atividades dos grupos Temáticos e propostas

Dia 29 de abril de 2010

Local: Auditório SEMED

8h às 10h – Exposição e escolha das Propostas

10h às 10h15 – Coffee break

10h15 às 12h – Exposição e escolha das Propostas

12h às 13h30 – Almoço

13h30h às 16h – Exposição e escolha das Propostas

16h às 18h – Eleição dos Delegados

18h – Apresentação cultural e Coquetel de encerramento

*Programação sujeita à alteração


As inscrições serão de 14 a 20 de abril, na sede dos Distritos de Saúde da SEMSA.

A ficha de inscrição pode ser baixado AQUI.


Prefeitura inaugura SEGUNDO CAPS da cidade de Manaus

Atenção Psicossocial

05/01/2010 19:21

Prefeitura inaugura o primeiro CAPS

Atenção Psicossocial Inaugurado o primeiro Centro de Atenção Psicossocial (Foto: José Nildo)

A Prefeitura de Manaus entregou, nesta segunda-feira (04), à população da zona Sul da cidade o primeiro Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. Localizada no bairro da Cachoeirinha, a unidade vai prestar atendimento diário a adultos portadores de transtornos mentais graves e persistentes. O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, explicou que o CAPS vai oferecer acompanhamento clínico especializado, além de contribuir para a integração social dos pacientes e o fortalecimento dos laços familiares e comunitários dos mesmos.

“Com o início do funcionamento deste CAPS, no Disa Sul, estamos iniciando um processo complexo e muito importante que é a estruturação da Rede de Atenção Psicossocial do município”, afirmou Deodato. O Plano Municipal de Saúde 2010/2013 prevê, entre outras medidas, a construção de mais 11 CAPS e o secretário antecipou que a proposta da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é que as ações de saúde mental sejam inseridas, também, no Programa Estratégia Saúde da Família.

“Essa proposta será implementada de forma piloto no Distrito de Saúde cuja comunidade está recebendo agora os serviços do CAPS. Nós vamos propor que na Zona Norte, onde o Governo do Estado mantém um CAPS em funcionamento, também haja uma vinculação das ações de saúde mental ao Estratégia Saúde da Família”, afirmou Deodato.

O secretário salientou a importância das parcerias firmadas pelo município para levar adiante as ações de Atenção Psicossocial, como integrante de uma rede da qual já fazem parte o Governo do Estado, por meio Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, do Hospital de Custódia e do Centro de Atenção Psicossocial da Zona Norte, e entidades como o Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), que tem dado importante suporte técnico à implantação dos CAPS do município.

“Estamos dando um passo muito importante na luta anti-manicomial. O compromisso da Secretaria Municipal de Saúde de implantar novos CAPS e a proposta de inserir ações de saúde mental no Programa Estratégia Saúde da Família podem representar um salto enorme nessa área de atendimento, na capital, quebrando com um modelo arcaico de tratamento do doente mental, oferecido nas estruturas manicomiais”, disse a presidente do Instituto Silvério de Almeida Tundis, Ana Maria Marques.

O diretor do CAPS Norte, da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Gibson Santos, observa que a lógica desses centros é de prestar atendimento a pacientes de um determinado território, numa estratégia de tratamento que possibilita aos usuários ter acesso ao tratamento clínico mas, também, a atividades reintegradoras. “O CAPS é um modelo acolhedor e não há dúvida de que a entrada em funcionamento de mais uma unidade com esse perfil é muito importante”, afirmou.

O atendimento no CAPS será feito por uma equipe multiprofissional, composta por médico clínico geral, psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, assistente social, farmacêutico, terapeuta ocupacional, nutricionista, técnico de enfermagem e profissional de educação física para atividades recreativas.

Além do atendimento clínico, o CAPS vai oferecer psicoterapia individual e em grupo, oficinas terapêuticas com atividades artísticas, como oficinas de dança, teatro, artesanato, jardinagem, entre outros. Haverá, ainda, orientação e acompanhamento do uso de medicação e atendimento domiciliar aos usuários dos serviços e seus familiares.

O CAPS está localizado na rua Borba, 1.084, Cachoeirinha (próximo ao Terminal de Ônibus – T2). A unidade funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 17.

Fonte: http://www.manaus.am.gov.br/noticias/atencao-psicossocial-1

Lembrando apenas que apesar de ser gerido pelo estado, a cidade já tem um CAPS, logo, esse é o segundo CAPS de Manaus. Além do mais, é necessário frisar que “Municípios com mais de 200.000 habitantes (necessitam de)  - CAPS II, CAPS III, CAPS AD, CAPSi, e rede básica com ações de saúde mental e capacitação do SAMU, o que deixa Manaus ainda muito longe do mínimo para assistência em saúde mental.

Espera-se que a promessa da construção de mais 11 CAPS não fique só na promessa.

Para mais informações sobre a luta anti-manicomial, ver post feito aqui nesse mesmo blog: http://capsiufam.wordpress.com/2009/05/10/dia-nacional-da-luta-antimanicomial/

Dia Nacional da Luta Antimanicomial

A luta nacional da Psicologia é por uma sociedade sem manicômios, verdadeiras prisões para portadores de sofrimento mental, violadoras dos Direitos Humanos, instituições desoladoras, que só agravam os problemas, indefinidamente.

A Reforma Psiquiátrica deseja a interação cotidiana entre a loucura e a sociedade, demonstrando que a cidadania é um direito de todos.

Fontes: RedePsi e Ciência e Saúde Coletiva

O dia 18 de maio foi instituído há 21 anos como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Numa sociedade que tende a excluir os diferentes, foi necessário criar um dia para lembrar especialmente os que se encontram em sofrimento psíquico, e para lutar pela inclusão social das pessoas consideradas portadoras de transtorno mental severo.
Não se trata apenas de um ato humanitário e solidário, pois todos são beneficiados com uma sociedade que inclua os diferentes. A internação psiquiátrica prolongada só tende a cronificar uma crise passageira, a estigmatizar e a excluir do convívio social pessoas que têm um potencial para criar, produzir e se realizar na vida e que buscam a felicidade.
Segundo as políticas públicas brasileira, bem como a opinião de especialistas, o sofrimento psíquico deve ser assistido em serviços de saúde que não excluam as pessoas do convívio social, como as Unidades Básicas de Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Convivência. Apenas excepcionalmente e por pouco tempo, em casos de crise severa, as pessoas devem ser internadas em hospitais gerais onde são atendidos os que sofrem de qualquer tipo de enfermidade.
O Dia da Luta Antimanicomial defende o fechamento dos manicômios, a ampliação e fortalecimento dos serviços públicos locais que atendem as pessoas com sofrimento psíquico e suas famílias, inclusão social dos que padecem de transtornos mentais severos, enfim, por condições de vida que favoreçam a saúde mental de todos.
EM MANAUS
A Reforma Psiquiátrica foi desenvolvida com o objetivo de superar o modelo clássico de tratamento à pessoa portadora de transtorno mental, que tem como foco a doença, passando a um olhar que prima pela desinstitucionalização e pelo cuidado no espaço comunitário, considerando as condições concretas de vida dessas pessoas e tendo como enfoque os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. Tal conceito é a diretriz que embasa a Lei Federal de Saúde Mental nº 10.216/2001 que reorienta o modelo assistencial, passando do espaço hospitalar/asilar para o espaço comunitário, potencializando o atendimento em rede social.
O Ministério da Saúde aponta para uma prevalência de 12% da população brasileira com algum tipo de transtorno mental. Transpondo esse dado para a cidade de Manaus, com 1,71 milhões de habitantes (IBGE, 2008), estima-se que um pouco mais de 200.000 pessoas na cidade apresentam algum tipo de transtorno. Observa-se, entretanto, que a rede de atendimento em saúde mental na cidade de Manaus, proposta pelas políticas públicas, não oferece atenção a nem 1% das pessoas que necessitam de algum tipo de cuidado. Revela-se assim um quadro de carência no que diz respeito ao tratamento a grande parte da população manauense portadora de transtorno mental, tornando-se de fundamental importância à saúde pública aprofundar questões relacionadas à assistência e às práticas profissionais, devendo também a psicologia se apropriar dessa discussão.
Dessa forma, no dia 17 de maio, às 17 horas, no Parque dos Bilhares, em lembrança ao Dia da Luta Antimanicomial, usuários, familiares, profissionais da área, associações e ONG´s realizarão um evento (com apresentação de trabalhos, artesanatos, desenhos, coral, poemas, textos de instituições que trabalham na causa, bem como dos usuários do serviços), para mobilizar a comunidade manauara quanto a necessidade urgente de se pensar a saúde mental no município seguindo os preceitos orientados pelo Ministério da Saúde e as políticas públicas.
POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMICOS.

Luta Antimanicomial

O dia 18 de maio foi instituído há 21 anos como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Numa sociedade que tende a excluir os diferentes, foi necessário criar um dia para lembrar especialmente os que se encontram em sofrimento psíquico, e para lutar pela inclusão social das pessoas consideradas portadoras de transtorno mental severo.

Não se trata apenas de um ato humanitário e solidário, pois todos são beneficiados com uma sociedade que inclua os diferentes. A internação psiquiátrica prolongada só tende a cronificar uma crise passageira, a estigmatizar e a excluir do convívio social pessoas que têm um potencial para criar, produzir e se realizar na vida e que buscam a felicidade.

Segundo as políticas públicas brasileira, bem como a opinião de especialistas, o sofrimento psíquico deve ser assistido em serviços de saúde que não excluam as pessoas do convívio social, como as Unidades Básicas de Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Convivência. Apenas excepcionalmente e por pouco tempo, em casos de crise severa, as pessoas devem ser internadas em hospitais gerais onde são atendidos os que sofrem de qualquer tipo de enfermidade.

O Dia da Luta Antimanicomial defende o fechamento dos manicômios, a ampliação e fortalecimento dos serviços públicos locais que atendem as pessoas com sofrimento psíquico e suas famílias, inclusão social dos que padecem de transtornos mentais severos, enfim, por condições de vida que favoreçam a saúde mental de todos.

Em Manaus

A Reforma Psiquiátrica foi desenvolvida com o objetivo de superar o modelo clássico de tratamento à pessoa portadora de transtorno mental, que tem como foco a doença, passando a um olhar que prima pela desinstitucionalização e pelo cuidado no espaço comunitário, considerando as condições concretas de vida dessas pessoas e tendo como enfoque os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. Tal conceito é a diretriz que embasa a Lei Federal de Saúde Mental nº 10.216/2001 que reorienta o modelo assistencial, passando do espaço hospitalar/asilar para o espaço comunitário, potencializando o atendimento em rede social.

O Ministério da Saúde aponta para uma prevalência de 12% da população brasileira com algum tipo de transtorno mental. Transpondo esse dado para a cidade de Manaus, com 1,71 milhões de habitantes (IBGE, 2008), estima-se que um pouco mais de 200.000 pessoas na cidade apresentam algum tipo de transtorno. Observa-se, entretanto, que a rede de atendimento em saúde mental na cidade de Manaus, proposta pelas políticas públicas, não oferece atenção a nem 1% das pessoas que necessitam de algum tipo de cuidado. Revela-se assim um quadro de carência no que diz respeito ao tratamento a grande parte da população manauense portadora de transtorno mental, tornando-se de fundamental importância à saúde pública aprofundar questões relacionadas à assistência e às práticas profissionais, devendo também a psicologia se apropriar dessa discussão.

Mapa de saúde mental no Brasil

Dessa forma, no dia 17 de maio, às 17 horas, no Parque Ponte dos Bilhares, em lembrança ao Dia da Luta Antimanicomial, usuários, familiares, profissionais da área, associações e ONG´s como o ISAT – Instituto Silvério de Almeida Tundis – realizarão um evento (com apresentação de trabalhos, artesanatos, desenhos, coral, poemas, textos de instituições que trabalham na causa, bem como dos usuários do serviços) para mobilizar a comunidade manauara quanto a necessidade urgente de se pensar a saúde mental no município seguindo os preceitos orientados pelo Ministério da Saúde e as políticas públicas.

É importante que participemos de eventos assim, uma vez que o quadro de saúde mental do nosso estado é bastante deficiente (o mais crítico do país) e para se familiarem com a situação e dar apoio para o avanço do quadro de saúde mental no nosso estado.

Navegação do Post

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.