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18 de Maio – Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Há 3 anos atrás, um texto abordando o movimento antimanicomial foi publicado em nosso blog.
Infelizmente quase nada mudou na nossa cidade:  Apenas dois CAPS foram inaugurados pela prefeitura, um na zona sul e outro no conjunto Acariquara (CAPS i). O principal objetivo desses centros é garantir assistência necessária para o tratamento dos transtornos mentais, pondo fim às internações em hospitais psiquiátricos, conforme as diretrizes da Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10.216/2001. Além do atendimento clínico, o CAPS se caracteriza por oferecer psicoterapia individual e em grupo, oficinas terapêuticas com atividades artísticas (dança, teatro, artesanato, jardinagem, entre outros) e acompanhamento aos familiares.

Até o final de 2013, a previsão é de que a Prefeitura de Manaus inaugure mais 1o CAPS.  Segundo a própria prefeitura, o próximo a entrar em funcionamento, ainda no final de 2012, será do tipo AD, especializado no atendimento a pessoas com problemas decorrentes do uso ou abuso de álcool e outras drogas.

A luta é contínua, precisamos nos informar e trabalhar cada vez mais para mudar os rumos do atendimento das pessoas com transtorno mental e da pessoa com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas,  garantindo a todos o acesso a essa política.

Prefeitura inaugura Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS i)

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Prefeitura inaugura SEGUNDO CAPS da cidade de Manaus

Atenção Psicossocial

05/01/2010 19:21

Prefeitura inaugura o primeiro CAPS

Atenção Psicossocial Inaugurado o primeiro Centro de Atenção Psicossocial (Foto: José Nildo)

A Prefeitura de Manaus entregou, nesta segunda-feira (04), à população da zona Sul da cidade o primeiro Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município. Localizada no bairro da Cachoeirinha, a unidade vai prestar atendimento diário a adultos portadores de transtornos mentais graves e persistentes. O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, explicou que o CAPS vai oferecer acompanhamento clínico especializado, além de contribuir para a integração social dos pacientes e o fortalecimento dos laços familiares e comunitários dos mesmos.

“Com o início do funcionamento deste CAPS, no Disa Sul, estamos iniciando um processo complexo e muito importante que é a estruturação da Rede de Atenção Psicossocial do município”, afirmou Deodato. O Plano Municipal de Saúde 2010/2013 prevê, entre outras medidas, a construção de mais 11 CAPS e o secretário antecipou que a proposta da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é que as ações de saúde mental sejam inseridas, também, no Programa Estratégia Saúde da Família.

“Essa proposta será implementada de forma piloto no Distrito de Saúde cuja comunidade está recebendo agora os serviços do CAPS. Nós vamos propor que na Zona Norte, onde o Governo do Estado mantém um CAPS em funcionamento, também haja uma vinculação das ações de saúde mental ao Estratégia Saúde da Família”, afirmou Deodato.

O secretário salientou a importância das parcerias firmadas pelo município para levar adiante as ações de Atenção Psicossocial, como integrante de uma rede da qual já fazem parte o Governo do Estado, por meio Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, do Hospital de Custódia e do Centro de Atenção Psicossocial da Zona Norte, e entidades como o Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), que tem dado importante suporte técnico à implantação dos CAPS do município.

“Estamos dando um passo muito importante na luta anti-manicomial. O compromisso da Secretaria Municipal de Saúde de implantar novos CAPS e a proposta de inserir ações de saúde mental no Programa Estratégia Saúde da Família podem representar um salto enorme nessa área de atendimento, na capital, quebrando com um modelo arcaico de tratamento do doente mental, oferecido nas estruturas manicomiais”, disse a presidente do Instituto Silvério de Almeida Tundis, Ana Maria Marques.

O diretor do CAPS Norte, da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Gibson Santos, observa que a lógica desses centros é de prestar atendimento a pacientes de um determinado território, numa estratégia de tratamento que possibilita aos usuários ter acesso ao tratamento clínico mas, também, a atividades reintegradoras. “O CAPS é um modelo acolhedor e não há dúvida de que a entrada em funcionamento de mais uma unidade com esse perfil é muito importante”, afirmou.

O atendimento no CAPS será feito por uma equipe multiprofissional, composta por médico clínico geral, psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, assistente social, farmacêutico, terapeuta ocupacional, nutricionista, técnico de enfermagem e profissional de educação física para atividades recreativas.

Além do atendimento clínico, o CAPS vai oferecer psicoterapia individual e em grupo, oficinas terapêuticas com atividades artísticas, como oficinas de dança, teatro, artesanato, jardinagem, entre outros. Haverá, ainda, orientação e acompanhamento do uso de medicação e atendimento domiciliar aos usuários dos serviços e seus familiares.

O CAPS está localizado na rua Borba, 1.084, Cachoeirinha (próximo ao Terminal de Ônibus – T2). A unidade funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 17.

Fonte: http://www.manaus.am.gov.br/noticias/atencao-psicossocial-1

Lembrando apenas que apesar de ser gerido pelo estado, a cidade já tem um CAPS, logo, esse é o segundo CAPS de Manaus. Além do mais, é necessário frisar que “Municípios com mais de 200.000 habitantes (necessitam de)  - CAPS II, CAPS III, CAPS AD, CAPSi, e rede básica com ações de saúde mental e capacitação do SAMU, o que deixa Manaus ainda muito longe do mínimo para assistência em saúde mental.

Espera-se que a promessa da construção de mais 11 CAPS não fique só na promessa.

Para mais informações sobre a luta anti-manicomial, ver post feito aqui nesse mesmo blog: http://capsiufam.wordpress.com/2009/05/10/dia-nacional-da-luta-antimanicomial/

Dia Nacional da Luta Antimanicomial

A luta nacional da Psicologia é por uma sociedade sem manicômios, verdadeiras prisões para portadores de sofrimento mental, violadoras dos Direitos Humanos, instituições desoladoras, que só agravam os problemas, indefinidamente.

A Reforma Psiquiátrica deseja a interação cotidiana entre a loucura e a sociedade, demonstrando que a cidadania é um direito de todos.

Fontes: RedePsi e Ciência e Saúde Coletiva

O dia 18 de maio foi instituído há 21 anos como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Numa sociedade que tende a excluir os diferentes, foi necessário criar um dia para lembrar especialmente os que se encontram em sofrimento psíquico, e para lutar pela inclusão social das pessoas consideradas portadoras de transtorno mental severo.
Não se trata apenas de um ato humanitário e solidário, pois todos são beneficiados com uma sociedade que inclua os diferentes. A internação psiquiátrica prolongada só tende a cronificar uma crise passageira, a estigmatizar e a excluir do convívio social pessoas que têm um potencial para criar, produzir e se realizar na vida e que buscam a felicidade.
Segundo as políticas públicas brasileira, bem como a opinião de especialistas, o sofrimento psíquico deve ser assistido em serviços de saúde que não excluam as pessoas do convívio social, como as Unidades Básicas de Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Convivência. Apenas excepcionalmente e por pouco tempo, em casos de crise severa, as pessoas devem ser internadas em hospitais gerais onde são atendidos os que sofrem de qualquer tipo de enfermidade.
O Dia da Luta Antimanicomial defende o fechamento dos manicômios, a ampliação e fortalecimento dos serviços públicos locais que atendem as pessoas com sofrimento psíquico e suas famílias, inclusão social dos que padecem de transtornos mentais severos, enfim, por condições de vida que favoreçam a saúde mental de todos.
EM MANAUS
A Reforma Psiquiátrica foi desenvolvida com o objetivo de superar o modelo clássico de tratamento à pessoa portadora de transtorno mental, que tem como foco a doença, passando a um olhar que prima pela desinstitucionalização e pelo cuidado no espaço comunitário, considerando as condições concretas de vida dessas pessoas e tendo como enfoque os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. Tal conceito é a diretriz que embasa a Lei Federal de Saúde Mental nº 10.216/2001 que reorienta o modelo assistencial, passando do espaço hospitalar/asilar para o espaço comunitário, potencializando o atendimento em rede social.
O Ministério da Saúde aponta para uma prevalência de 12% da população brasileira com algum tipo de transtorno mental. Transpondo esse dado para a cidade de Manaus, com 1,71 milhões de habitantes (IBGE, 2008), estima-se que um pouco mais de 200.000 pessoas na cidade apresentam algum tipo de transtorno. Observa-se, entretanto, que a rede de atendimento em saúde mental na cidade de Manaus, proposta pelas políticas públicas, não oferece atenção a nem 1% das pessoas que necessitam de algum tipo de cuidado. Revela-se assim um quadro de carência no que diz respeito ao tratamento a grande parte da população manauense portadora de transtorno mental, tornando-se de fundamental importância à saúde pública aprofundar questões relacionadas à assistência e às práticas profissionais, devendo também a psicologia se apropriar dessa discussão.
Dessa forma, no dia 17 de maio, às 17 horas, no Parque dos Bilhares, em lembrança ao Dia da Luta Antimanicomial, usuários, familiares, profissionais da área, associações e ONG´s realizarão um evento (com apresentação de trabalhos, artesanatos, desenhos, coral, poemas, textos de instituições que trabalham na causa, bem como dos usuários do serviços), para mobilizar a comunidade manauara quanto a necessidade urgente de se pensar a saúde mental no município seguindo os preceitos orientados pelo Ministério da Saúde e as políticas públicas.
POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMICOS.

Luta Antimanicomial

O dia 18 de maio foi instituído há 21 anos como Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Numa sociedade que tende a excluir os diferentes, foi necessário criar um dia para lembrar especialmente os que se encontram em sofrimento psíquico, e para lutar pela inclusão social das pessoas consideradas portadoras de transtorno mental severo.

Não se trata apenas de um ato humanitário e solidário, pois todos são beneficiados com uma sociedade que inclua os diferentes. A internação psiquiátrica prolongada só tende a cronificar uma crise passageira, a estigmatizar e a excluir do convívio social pessoas que têm um potencial para criar, produzir e se realizar na vida e que buscam a felicidade.

Segundo as políticas públicas brasileira, bem como a opinião de especialistas, o sofrimento psíquico deve ser assistido em serviços de saúde que não excluam as pessoas do convívio social, como as Unidades Básicas de Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Convivência. Apenas excepcionalmente e por pouco tempo, em casos de crise severa, as pessoas devem ser internadas em hospitais gerais onde são atendidos os que sofrem de qualquer tipo de enfermidade.

O Dia da Luta Antimanicomial defende o fechamento dos manicômios, a ampliação e fortalecimento dos serviços públicos locais que atendem as pessoas com sofrimento psíquico e suas famílias, inclusão social dos que padecem de transtornos mentais severos, enfim, por condições de vida que favoreçam a saúde mental de todos.

Em Manaus

A Reforma Psiquiátrica foi desenvolvida com o objetivo de superar o modelo clássico de tratamento à pessoa portadora de transtorno mental, que tem como foco a doença, passando a um olhar que prima pela desinstitucionalização e pelo cuidado no espaço comunitário, considerando as condições concretas de vida dessas pessoas e tendo como enfoque os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e existenciais. Tal conceito é a diretriz que embasa a Lei Federal de Saúde Mental nº 10.216/2001 que reorienta o modelo assistencial, passando do espaço hospitalar/asilar para o espaço comunitário, potencializando o atendimento em rede social.

O Ministério da Saúde aponta para uma prevalência de 12% da população brasileira com algum tipo de transtorno mental. Transpondo esse dado para a cidade de Manaus, com 1,71 milhões de habitantes (IBGE, 2008), estima-se que um pouco mais de 200.000 pessoas na cidade apresentam algum tipo de transtorno. Observa-se, entretanto, que a rede de atendimento em saúde mental na cidade de Manaus, proposta pelas políticas públicas, não oferece atenção a nem 1% das pessoas que necessitam de algum tipo de cuidado. Revela-se assim um quadro de carência no que diz respeito ao tratamento a grande parte da população manauense portadora de transtorno mental, tornando-se de fundamental importância à saúde pública aprofundar questões relacionadas à assistência e às práticas profissionais, devendo também a psicologia se apropriar dessa discussão.

Mapa de saúde mental no Brasil

Dessa forma, no dia 17 de maio, às 17 horas, no Parque Ponte dos Bilhares, em lembrança ao Dia da Luta Antimanicomial, usuários, familiares, profissionais da área, associações e ONG´s como o ISAT – Instituto Silvério de Almeida Tundis – realizarão um evento (com apresentação de trabalhos, artesanatos, desenhos, coral, poemas, textos de instituições que trabalham na causa, bem como dos usuários do serviços) para mobilizar a comunidade manauara quanto a necessidade urgente de se pensar a saúde mental no município seguindo os preceitos orientados pelo Ministério da Saúde e as políticas públicas.

É importante que participemos de eventos assim, uma vez que o quadro de saúde mental do nosso estado é bastante deficiente (o mais crítico do país) e para se familiarem com a situação e dar apoio para o avanço do quadro de saúde mental no nosso estado.

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